Mesmo preso em minha cela
Reconheço os passos dela
Não costumo me enganar.
Ela vem bem devegar,
Quase parando, e talvez
Qualquer dia pare mesmo,
Dê uma volta, e era uma vez
Ela finge andar à toa
E de quatro em quatro passos
Arrasta no chão o salto
De um dos seus sapatos altos.
Já está perto. Abro meus braços
O carcereiro abre a cela
Vizinha. Não era ela.
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