"Cedo de manhã, naquela noite, dois meninos mortos se levantaram para lutar, dando as costas eles se encararam, e puxando as espadas eles atiraram um no outro, um guarda surdo ouvi um barulho, veio e matou os dois meninos mortos. Se você não acredita que essa mentira é verdade pergunte ao cego, pois também ele viu".
O poeta por isso mesmo, tem o seu lugar determinado. E ele se movimenta por sortilégio que a própria vida se encarrega de caracterizá-lo. Dir-se-á que ele fez uma opção pela vida do sonho, mas sempre essa afirmativa se coloca acima do tumulto do dia-a-dia, abstraindo-se do peso conjuntural de uma disputa em que não contam os valores da inteligência, mas a malícia e a capacidade de superação na luta.
domingo, 27 de setembro de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Quem está preparado para amar?
Éramos obrigados a estar dentro de um relacionamento, engolíamos muito sapos, aceitávamos o destino de viver para sempre com uma pessoa, mesmo que a convivência fosse infernal. mas agora tudo mudou, pois ficamos mais consciente de nós mesmo, queremos mais. Se antes o importante era o fato de estarmos comprometidos, agora vale a qualidade do encontro. Não queremos mais nos sentir prisioneiros de relacionamentos complicados. Descobrimos que o "felizes para sempre" era uma fraude.
No passado havia muita angústia, repressão e frustração. Os homens levavam e as mulheres eram levadas numa dança que está ficando para trás. Hoje é mais fácil ver mulheres mais determinadas que os homens. Elas se cuidam bem, ganham seu dinheiro, sabem o que querem; eles estão começando agora a sua revolução de comportamento, e, em decorrência, ocorrem desencontros, até que os dois lados acertem o passo novamente.
A sensualidade e a aparência se tornaram referência de vida para muita gente. E os que buscam o amor, aqueles que cuida querem um relacionamento com profundidade, não encontram condições para isto. Parece que virou loteria achar alguém que queira se envolver de verdade.
O amor está livre mais do que nunca e, para sobreviver ele exige coragem autenticidade e criatividade. Além disso, é preciso que ele seja cuidado, com extrema sensibilidade, pelos amantes.
Mas, quem está preparado para tanto? As pessoas tentam se encontrar, tentam-se relacionar nos estão bem desajeitadas. O seu repertório de comunicação e o jeito de proceder ainda estão bastante impregnados dos conceitos antigos, que não são compatíveis com o momento atual e anulam qualquer boa vontade para amar.
A pergunta sobre os quais as qualidades exigidas, para se escolher uma pessoa apresenta-se uma grande lista tem de ser: sensível, inteligente, companheiro(a), fiel, trabalhador(a), honesta(o), sedutor(a), bem humorada(o) , alta(o) e magra(o). Este modelo ideal é adorado entre os heterossexuais, homossexuais, adolescentes ou adultos. É a ilusão da cara metade, da ama gêmea que diga-se de passagem, nunca vem. Por isso há tanta gente só ou que não tem paciência para aprofundar uma relação. Se não for do jeito que queremos nada feito. E mesmo que o par perfeito exista e apareça, é preciso muita habilidade para manter esse amor vivo. Somente a experiência vale, com muitos erros e acertos, fazê-nos chegar a uma situação emocional de convivência hamônica e satisfatória. Neste sentido o amor de nossa vida nunca vai cair do ceú.
O que está acontecendo, afinal?
Estamos exigente conosco mesmo. Temos defeitos, pontos fracos, imperfeições, mas fomos educados para não aceitarmos este fato. E tentarmos, a todo custo, disfarçar, nossas vergonhas protegendo-nos com uma máscara, com atitudes de auto-afirmação, fingindo que somos seguros e bem sucedidos. Não abrimos mãos de nossas convicções dobre o certo e o errado e vamos, cada vez, mais distanciandos-nos do ser humano de carne e osso e coração que somos. O que faz com que tenhamos intimidade com outra pessoa é exatamente a naturalidade, a espontaniedade, o sentimento de que somos reais e , como mas a outra pessoa também é. Só assim permitimos, de fato que o amor aconteça.
Se conseguimos olhar para nós mesmo com os olhos mais condecendentes, se reconhecermos nossa vulnerabilidade, já é um passo. Assim ficamos mais humanos e permitimos que alguém também humano se aproxime de nós mesmo que esta pessoa tenha suas imperfeições e fraquezas.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Foda Narrada
Tenho dois sonhos: um é instituir a paz no mundo, fazendo com que, por meu intermédio, os dirigentes de todos os países deem as mãos e comecem a contruir juntos um mundo melhor. O outro é dar uma trepada narrada pelo Galvão Bueno. Do primeiro não faço muita questão, mas este gostario mesmo de fazer.
Tenho tudo imaginado. Conquisto uma gata e, previamente, contato o Galvão Bueno para que esteja presente no local onde vai acontecer a trepada. E o resto será história.
Galvão Bueno:
Senhores telespectadores, muito bem-vindos ao quarto do Pipi para mais uma pirocada valendo pelo Campeonato Nacional da Foda. Hoje, neste magnifico cenário, palcoi de tantas trepadas classícas, a catedral da foda, vamos assistir a um classico: Pipi vesus Uma Gorda Qualquer. Os fodedores dispensam apresentação. Pipi, 27 anos, um metro e oitenta e cinco de altura, dois colhões, uma pica. Está no topo da classificação, é um dos colossos da foda mundial. A Gorda, uma xota mediana na segunda metade da tabela de classificaçã, longe da glória de outros tempos, luta para não cair para a segunda divisão. A cama está bonita, está em condições ideais para a prática da formicação. Lençois lavados, os fodedores se perfilam.
lançamento da moeda ao ar. anhou Pipi. É ele quem vai ficar por cima. E começa a foda! Pipi sde dirige à sua adversária e diz: "Gosto de você. Acho que estou apaixonado. Muito bem! Malandro, Pipi. A experiência funcionando. A Gorda oi claramente na conversa e icou com os joelhos tremendo. pipi efetua agora um pressing alto, no último treço da Gorda, mais precisamente nos seios. Não perde tempo estudando o adversário. Ainda ontem Pipi dizia na entrevista coletiva: "Estudar é para bichas, caralho".
A Gorda foi apanhada de surpresa e... já está levando do Pipi por trás! Aó está! metendo o ferro na boneca! magnificasacanagem. Pipi, no seu estilo enconfundivel, indo ao cu. Não é uma xoxota. Agora sim, é no cu. E na xota outra vez! xota, cu, cota, cu! Oh! Foda-se bem no quarto do Pipi! Isto,meus senhores, é foda. Pipi já está com indices tecnicos e táticos em patamres bastante elevados. Creio que vai ser muito dificil que esta gorda volte a andar normalmente. pipi tem os automatismos enraizados, são muitos anos odendo no mais alto nivel.
Atenção: Pipi está fazendo sinal... e... ai está: é a substituição de costune. sai cacete, entra lingua. Com a mudança tática que isso acarreta: o cacete é a formiguiinha da foda. Um carregador de piano. É, como se diz na giria, o chamado apendice box-to-box, ou em portugês, xota-a-cu. Não tem tanta técnica, mas desgasta a xoxota como ninguem. E a do pipi, em particular, quando bem enfiada, ainda perturbada a ação da epiglote, desconcentrando a adversária.
E lá esta a lingua, uma artista. por vezes, incompreendioda. Durante a maior parte dio tempo, parece alheia à contensda. Mas quando se aplica a fundo, é mestra fazendo revirar os olhos da adversária. E ali esta a lingua impondo o seui ritmo. Repare, em camera lenta: a arte a servioço da foda. Uma cunilingua antologica, só ao alcance de linguas pretentinadas. isto é trepada lingual, é bordas lambidas, é clitoris aos saltos. pipi parte para a opunheta de peitos, e terina a contenda com Pipi, já nos descontos do segndo tempo no ângulo superior da boca da Gorda! spetaculo!
COMENTÁRIOS
Galvão: Vamos falar então com os protagfonistas da foda, os artitas. Gorda, voce perdeu. Isto foi uma surra...
Gorda: É verdade. O Pipi entrou muito forte. Depois saiu muito forte. Depois voltou a entrar muito forte, e agora a Gorda tem a xoxotinha cheirando a carne assada. Mas a Gorda quer mostrar que sabe foder, A Gorda sabe quem tem valoer para continuar a dar trepadas nos quartos deste país.
A Gorda teve azar, mas a foda é isto mesmo.
Galvão: A manutenção esta mais aplicada...
Gorda: Vamos ver. A Gorda vai para casa pensar no que fez de errado, mas ainda há muitas fodas para dar. No final fazemos as contas.
Galvão: Obrigado, Gorda. Vamos agora falar com o vencedor do derby desta noite. Pipi, mais uma foida, mais uma vitória...
Pipi: Galvão, hoje em dia não há fodas fáceis, mas há adversários que deviam se preparar um pouquinho melhor. Estou com a poca podre porque a Gorda se apresentou na cama um corrimento, que pura e simplesmebnte é inadmissível enm alta competição e qe tem de ser erradicado da foda. Isto é uma vergonha, é um dia de luto para a foda brasileira.
Galvão: Bom, pipi abandonou a sala da impresa irritado. Mais uma vez quem paga são os jornalistas, que estão fazendo o seu trabalho, mas isto é mais um atrop de indiciplina do Pipi. É um fodedor genial, sim, sehor, mas não pode cair neste tipo de atitude. É inadmissível que Pipi venha para a coletiva falar em corrimentos. Os fodedoresd têm que se preocupar em foder, e não em discutir asuntos que são de foro interno da boceta. São cenas lamentaveis, que não dignificam a foda brasileira. A foda é festa, é alegria, é sacanagem, e nãio tem que acabar assim. Senhores telespectadores, é o que tinhamos para informar daqui. Muito boa noite.
Pospúcio
"Algumas pessoas levam a mal que diga que quem escreve é panasca. Se calhar não me fiz entender. Para mim, toda a gente que escreve é paneleira. Usar o computado para outros fins que não seja procurar pornografia é coisa de rabeta. foda-se. Eu próprio estou a escrever isto e estou a levar nos entrefolhos". - Mário Prata
domingo, 19 de julho de 2009
A Vagar
Ando na noite
te levando comigo,
um tanto mutilado, fechado,
entregue ao espanto
dos antigos amigos,
diante da minha tristeza.
Esrelas
movem-se no meu rosto
de saudades, estampado.
Estrelas dos meus olhos
que não podem ver-te.
Tua presença tão forte,
despovvou todas as ruas,
emudeceu os meus amigos,
tomou conta dos meus passos,
dos meus rumos
e entregou-me languidamente à noite,
inesperadamente só.
Tua presença tão forte,
estremeuceu-me o corpo
e me comtubou-me.
Tua presença
distante,
brutamente triste...
E agora,
parece parada no meu rosto,
a última estrela,
que observa mansa e apagada,
os bêbados que tropeçam em nada,
enretidos com a sua embriaguez.
O sol vem indiferente,
abrindo caminho
para um outro dia
onde não te encontrarei.
Não vejo cor nas cores que vejo
e que tantos aos outros
encantam.
E
de repente fraco
e absurdamente só
ando pela rua...
Orgulho
Teus olhos,
frios e indiferentes.
Os meus, nostágicos.
Somos duas almas desencontradas,
amigos da mágoa,
do tédio e da descrença.
Quem nos viu antes
e nos vê agora,
acha até impossível
acreditar em ti, tão diferente.
Eu te fiz assim,
sério e insensível,
e por tua causa
sou irremediavelmente
um descrente.
É triste amar-te ainda
e machuca muito
ver-te pisar firme o mundo,
enquanto vivo ainda
perdido em recordações.
Olho-te ainda
e nem parece que te perdi!
Mas só Deus sabe
o esforço imenso que fao
para não gritar
que nunca te esqueci...
Motivos
Acorda depressa, amor,
e me abraça forte
para que esse meu amor
não envelheça.
Ah, se não temesses tanto
pelos teus impulsos...
O teu medo
deixa o amor fragmentado.
E ninguém repara
nas chagas
que trazemos.
Toma a minha mão
e fala de nós.
Toma a minha paz
enquanto ela esrá existindo.
Preciso de coragem...
Dá-me esta coragem.
Dá-me de volta
a minha trôpega sombra
que sempre sai a procurar.
Estou te dando o meu corpo
como te dou os meus poemas.
Prepara para nós dois,
desejos e sensações sem fim,
porque é muito difícil atualmente, amor,
ter uma idéia
do que é realmente a felicidade.
nas chagas
que trazemos.
Toma a minha mão
e fala de nós.
Toma a minha paz
enquanto ela esrá existindo.
Preciso de coragem...
Dá-me esta coragem.
Dá-me de volta
a minha trôpega sombra
que sempre sai a procurar.
Estou te dando o meu corpo
como te dou os meus poemas.
Prepara para nós dois,
desejos e sensações sem fim,
porque é muito difícil atualmente, amor,
ter uma idéia
do que é realmente a felicidade.
sábado, 18 de julho de 2009
Sonhos
Nesta hora
Nesta hora
a lembrança viva
da minha infância.
Um saudoso suspiro
sai de minha boca
ninando o sonho,
para que ele apenas adormeça
e não me abandone.
Nesta horam
inspirações
inundam os poetas,
crianças dormem,
choram,
vidas se acabam
e dorme
o menino pobre,
encolhido, sujo
e nunca amado,
na calçada fria...
Temores
Insônia
As minhas mãos,
ainda repletas de carinho,
procurando as tuas.
Desejo parado...
Tua lembrança chegando de mansinho
querendo arrancar a minha solidão
e querendo desvendar os mistérios do meu silêncio.
E sorri.
Esperrama o corpo em minha cama.
Os olhos esperando...
e se atira em mim,
me envolve, me prende,
me cativa, me abraça,
me puxa meu corpo distante.
Afundo os olhos na noite.
Permaneces ali...
Me beijas mensamente os olhos.
O coração aperta.
Quero falar.
Não há ninguém para me ouvir.
Fecho os olhos
e beijo o teu corpo
salgado e esc
orregadio.
Abro os olhos.
Não tens o direito
de penetrar assim
na minha noite
e na minha solidão.
Sinto raiva.
Não vais embora.
Depois,
sinto vontade de rir, rir muito
e perdoar a tua intromissão.
E continuas ali,
passando o braço pelo seu ombro,
apertando teu corpo
mordendo tua nuca,
fazendo carinhos no seu rosto,
beijando seus olhos
e segurando suas delicadas mãos
encolho-me
e fico quietinho.
Aí então,
me puxas para a imensidão
do sono tão esperado.
orregadio.
Abro os olhos.
Não tens o direito
de penetrar assim
na minha noite
e na minha solidão.
Sinto raiva.
Não vais embora.
Depois,
sinto vontade de rir, rir muito
e perdoar a tua intromissão.
E continuas ali,
passando o braço pelo seu ombro,
apertando teu corpo
mordendo tua nuca,
fazendo carinhos no seu rosto,
beijando seus olhos
e segurando suas delicadas mãos
encolho-me
e fico quietinho.
Aí então,
me puxas para a imensidão
do sono tão esperado.
Tirania
Vivi sempre sob a luz clara e linda da manhã. Por que não entendem quando tenho medo e choro no escuro?
Vivi sempre como um princípe num castelo de sonhos. Por que não entedem quando as misérias do mundo me entristecem?
Vivi sempre como um elfo que se banha num lago azul. Por que não entedem sinto nojo do lodo onde meus pés deslizam?
Vivi sempre como uma criança que brinca com seu carrinho. Quando me desespero ao sentir a responsabilidade de um adulto?
Visual
Construí aqui a minha solidão,
o meu mundo quieto
de silêncios unicamente meus.
Aqui, no meu quarto,
construí a minha fortaleza,
que guarda soluços abafados
e aromas sensuais no ar.
Aqui, no meu quaro,
a minha fortaleza,
que presencia a insegurança
dos meus passos,
os meus gestos mutilados
pelas armadilhas da vida...
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Sem Brindes
Não há motivos para vestejar,
pois ainda tenho
um ciúme
do que não me pertence
e eu apenas invento
essa minha absurda posse.
Não há motivos para festejar,
pois ainda estou sufocando
a vontade de ver-te
romper a casca dura e escura,
quebrar todos os limites
e arrebentar a grade.
Não há motivos para festejar,
que ainda são momentos
e eu não vou saber beber
com uma felicidade estampada no rosto
e uma tristeza amarga
escorrendo pela garganta.
Não há motivos para festejar
porque nossas resistências
estão enfraquecidas
e trago dentro de mim
a insuportável sensação
desse amor alheio
Nao há motivos para festejar,
pois ainda estamos à espea do sinal
que nos fará um dia, residentes
em nossas próprias vontades.
Posso erguer a taça,
mas vou gritar que é trapaça
essa nossa vida pendurada
por um frágil fio!
que ainda são momentos
e eu não vou saber beber
com uma felicidade estampada no rosto
e uma tristeza amarga
escorrendo pela garganta.
Não há motivos para festejar
porque nossas resistências
estão enfraquecidas
e trago dentro de mim
a insuportável sensação
desse amor alheio
Nao há motivos para festejar,
pois ainda estamos à espea do sinal
que nos fará um dia, residentes
em nossas próprias vontades.
Posso erguer a taça,
mas vou gritar que é trapaça
essa nossa vida pendurada
por um frágil fio!
Que não esqueça
Eu quero abrarçar-te
com um abraço forte,
como se fôssemos mais fortes
que as maldades humanas.
Eu espero
com uma necessidade
sem limites.
Quero segurar no meu colo
essa cabeça maravilosa
de sonhadora
e absorver
todas as tuas aspirações.
Estou te amando,
independentemente
do que dizes
ou do que fazes agora,
de mãos estendidas
a esperar...
Esperando-te
e pedindo que não esuqeças
que ainda estou
a dedicar-te poemas...
e pedindo que não esuqeças
que ainda estou
a dedicar-te poemas...
Desabafo
Recusa
Reciprocidade
Tu me magoas.
Aí então, me fecho-me numa concha
apenas com a minha intraduzível mágoa.
Teus olhos frios
ficam entre o teu espanto e a minha dor.
Minha imobilidade
é muda, surda e morna.
Tua boca calada,
tem milhões de palavras
e milhões de beijos.
Tua boca penetra no poço escuro
dos meus mais misteriosos desejos.
Meus olhos continuam abertos
porém, olham apenas
para dentro de mim,
onde não exite fim, eco ou fundo...
Entendes o meu silêncio
feito de desencanto.
Entendes as palavras
que não estou preferindo.
Entendes os meus gestos.
Olhamo-nos sem palavras...
Eu te seguro as mãos
com a pretenção de levar-te
por caminhos interminavéis.
Compreendemos
que existe entre nós
a única linguagem
que o ser humano
parece não conhecer...
ficam entre o teu espanto e a minha dor.
Minha imobilidade
é muda, surda e morna.
Tua boca calada,
tem milhões de palavras
e milhões de beijos.
Tua boca penetra no poço escuro
dos meus mais misteriosos desejos.
Meus olhos continuam abertos
porém, olham apenas
para dentro de mim,
onde não exite fim, eco ou fundo...
Entendes o meu silêncio
feito de desencanto.
Entendes as palavras
que não estou preferindo.
Entendes os meus gestos.
Olhamo-nos sem palavras...
Eu te seguro as mãos
com a pretenção de levar-te
por caminhos interminavéis.
Compreendemos
que existe entre nós
a única linguagem
que o ser humano
parece não conhecer...
Imagem
Pretendo ser na tua vida
o descanso
a luz da manhã
o sorriso discreto
o repouso
a gargalha solta
o carinho do pai
a pureza do sono de uma criança
o abraço de um avô
o afago terno
e a coragem...
Petendo ser tudo isto
na tua vida,
para que nada te falte,
no meio dessa população de loucos,
dessa poluição,
dessa miséria
que preenche diariamente
os noticiários.
Pretendo ser tudo isto
na tua vida,
Para que eu tenha a certeza
de que sou homem
e gente...
o repouso
a gargalha solta
o carinho do pai
a pureza do sono de uma criança
o abraço de um avô
o afago terno
e a coragem...
Petendo ser tudo isto
na tua vida,
para que nada te falte,
no meio dessa população de loucos,
dessa poluição,
dessa miséria
que preenche diariamente
os noticiários.
Pretendo ser tudo isto
na tua vida,
Para que eu tenha a certeza
de que sou homem
e gente...
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Prefácio
No mundo conturbado dos nossos dias, o aparecimento de um poema é um sinal de que nem tudo está vinculado a uma luta de interesses imediatos. Se a vida atual é uma constante luta pela aquisição de bens materiais, há sempre um hiato nessa concorrência, marcado por espíritos que ainda acreditam nos valores da poesia.
O poeta por isso mesmo, tem o seu lugar determinado. E ele se movimenta por sortilégio que a própria vida se encarrega de caracterizá-lo. Dir-se-á que ele fez uma opção pela vida do sonho, mas sempre essa afirmativa se coloca acima do tumulto do dia-a-dia, abstraindo-se do peso conjuntural de uma disputa em que não contam os valores da inteligência, mas a malícia e a capacidade de superação na luta pelos bens terrenos.
Há uma insistência na afirmação de que o mundo de hoje, por mais estranho que pareça, necessita, cada vez mais, de poesia. E, realmente, somente ela, distingue os valores espirituais da ferocidade dos dramas humanos. É ela que nos faz retorna sempre aos domínios da beleza.
Sabe-se que o poeta, colocando-se acima de injunções e contigências do cotidiabo, pode criar um mundo livre das asperezas e da brutalidade eventual. Refuginado-se dentro de si mesmo, o poeta realiza a tarefa superior de procura uma verdade que ele acredita estar condicionada em seus próprios sentimentos. A revelação dos poetas, seja qual for a altura da sua imaginação (poesia), está sempre alimentada de sentimentos puros. Porque somente ele tem o poder de transfigurar as coisas do cotidiano. E nessa transfiguração ele realiza as suas aspirações, transmitindo-nos o seu estado de espirito, a sua posição da vida.
Mesmo quando a poesia nos revela um certo sentido identificador das fraquezas humanas, essa revelação não se encarrega de vozes esridentes, mas se enuncia numa linguagem em que as palavras parecem se acomodar dentro de um ritmo de confidência. Esta a rande virtude dos poetas. Sobretudo daqueles que se limitam aos temas dos sentimentos pessoais, da sensibilidade, mesmo quando ferida por desencontros, sem esperança de apasiguamento.
Acumúlos
Acumulamos os dois,
tanta coisa!
Eu acumulo
ousados vôos
nunca experimentados.
Acumulas
sensualidades e desejos.
A minha vontadde
apenas passeia sempre,
querendo conversar
com o teu silencio
Tantos lados
dentro de mim...
Em lado me reprime, em revolta.
Um, me arruína,
outro me traz
a razão de existir.
E a minha votade esperando...
Esperando e velando este amor.
Meu futuro
tem apenas
a duração de uma noite.
Só o meu amor
é testemunha de ti em mim.
E assim
dentro dos acúmulos,
pagamos o preço
da nossa incosciência...
Doce recordação
Nossas Esperanças
Que abismos gigantescos
nos separam?
As esperas não fidam
e por todas as nossas ausências
eu chorarei sempre.
Ainda trago
a mesma bagagem de sonhos
não realizados.
Espero-te as vezes
como ruínas de castelos
e a tua ausência
obriga-me a recolher pedaços de mim,
que por momentos
não me parecem meus.
Ambos esperamos...
Não é justo.
Não, para nós,
que não conhecemos preconceitos
e não somos escravos
da falsa moral que proclamam
e que escondeu tanto tempo de nós
um lago transparente
entre árvores frondosas.
Já não nos basta este peso
que não tem medida?
Abro a porta do meu quarto
e te dou passagem,
dispo-me de todos os desejos
e o relógio,
cúmplice do mundo
clinicamente reclama....
Certeza
Espero o teu corpo,
não importa se cansado.
Saberei despertá-lo...
Espero a tua alma,
não importa se triste.
Saberei fazê-la sem trevas...
Espero o teu coração,
batendo forte
na alegria
do nosso reencontro,
abrindo-me as portas,
deixando o meu amor derramar-se
por ora e por dentro de mim...
Espero,
porque sei
que não não espero em vão...
Um Recado
Eu sou aquele que necessita de palavras,
porque sempre
surge em mim
a lembrança do abismo
que existe entre nós
para condenar-nos.
Eu sou aquele
que precisa sair
fingindo ser feliz
e que de tanto fingir,
quase acredita nisso.
Eu sou auqele
que precisa ouvir todas as palavras,
mesmo
as que se desfazem
na tua garganta.
Eu sou aquele
que necessita de palavras frágeis,
porém,
nunca falsas...
Incoerência
De onde vem
essa solidão
que não me decompõe?
De onde vem
esse esquecimento
que se arrasta
e parece não chegar mais?
Para onde caminha esse amor
que de tão ousado
já penetrou no impossível?
Para onde segue
esse sentimento incoerente
que já rompeu
todas as barreiras
do absurdo?
Que destino
pensa tomar
esse inconsciente?
Será
que esse louco não vê
que a vida
nos ata mãos
e as atitudes mais livres?
E você desistiu...
Havia tantos sonhos
para sonhar,
tantos planos
para colocar em prática...
Tudo resumia-se
em projetos e anseios.
Havia tantas palavras
que não dissemos,
tantos beijos
que não foram dados,
tanto amor
que não praticamos...
Havia
tanta coisa
que não exploramos
e você desistiu....
Havia tantos sonhos
para sonhar,
tantos planos
para colocar em prática...
Tudo resumia-se
em projetos e anseios.
Havia tantas palavras
que não dissemos,
tantos beijos
que não foram dados,
tanto amor
que não praticamos...
Havia
tanta coisa
que não exploramos
e você desistiu....
Você desistiu de escrever uma nova página em sua vida? Então voltei ao inicio e recomece a sua história....
Catastrófe
Eu me dei
sem que pedisses.
Eu te fiz uma "deusa"
e coloquei em tuas mãos
as rédeas da minha vida.
Tornei-me escravo
da androlatria
e do teu antropocentrimo.
Nem percebi
o teu interior
antrófico
e árido...
E, repentenamente
a catástrofe aconteceu.
Uma atitude tua, inesperada,
foi como uma pedra
mal colocada
e desmoranamento.
E eu, como todo infeliz,
fiquei no abandono,
sentado no meu canto
com a mão no quixo,
observando triste
a avalanche...
sentado no meu canto
com a mão no quixo,
observando triste
a avalanche...
Menina Grande!!!!!
Vens cansada?
Entra
Encontrarás
carinhnho e abrigo.
Choras?
Enxugo o teu pranto
e te digo
palavras de consolo.
Farei tudo para satisfazer
a criança inqueta
que trazes dentro de ti.
Tuas atitudes infantis,
me fazem mais adulto
e percebo que ao te amar,
amadureci por nós dois.
Vem,
entra.
E amanhã
quando o sol
nos surpreender
juntos e adormercidos,
ao acordares,
podes partir,
se quiseres.
Eu ficarei sempre aqui
a esperar a tua volta.
Quem sabe,
um dia
cresças finalmente
e não partas mais?
Ontem Choveu...
Ontem choveu bastante.
Senti tanto a tua falta!
Senti frio,
sinto o vazio,
senti saudades imensas....
Ontem Choveu....
Havia água na rua
e nos meus olhos.
Meu corpo
clamou pelo teu corpo
e minhas mãos te procuraram
inutilmente.
Ontem Choveu....
Eu te mandei um recado
através da chuva.
Não recebeste a mensagem,
ao ouvir
o tamborilar ritmado
na vidraça da tua janela?
Sei que não percebeste,
pois só eu entendo
dessas coisas
e apenas eu sei senti-las.
Ontem Choveu....
Dormias e eu te amava...
Onde estava o sono?
Queria o teu ombro....
Meu pensamento tonto
voava e círculos ao teu redor.
Ontem Choveu...
E eu percebi
como ainda estás presente,
como se não
tivesses partido...
Triste Regresso
Fui ao teu encontro
correndo,
de braços abertos.
Minha atenção
voltada apenas
para os teus sentimentos
e desejos.
Minhas atitudes
sublimes e livres,
não conheciam restrições.
Agora,
teus sentidos
estão adormecidos,
minhas ilusões,
esmagadas.
Extinguiu-se o sonho
e teus atos
estão arrefecidos.
Fui ao teu encontro
correndo
de braços abertos,
e agora
volto devagar,
exausto,
tropeçando nas pedras
que denomino
cada uma
de desilusão.
Antes e Depois
Antes,
eu falava de ti
como se fala das deusas,
das fadas,
do sol,
da lua,
e das estrelas.
Falava
com orgulho,
com ternura
e com imensa saudade.
Agora,
eu falo ainda de ti.
Falo,
como se falasse
do custo de vida,
da inflação,
da guerra,
da poluição
e de tantas
outras coisas
que os outros falam.
É que de tanto
falar de ti
com orgulho,
com ternura
e saudade,
fostes aos poucos
sendo a corriqueira....
e saudade,
fostes aos poucos
sendo a corriqueira....
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