orregadio.
Abro os olhos.
Não tens o direito
de penetrar assim
na minha noite
e na minha solidão.
Sinto raiva.
Não vais embora.
Depois,
sinto vontade de rir, rir muito
e perdoar a tua intromissão.
E continuas ali,
passando o braço pelo seu ombro,
apertando teu corpo
mordendo tua nuca,
fazendo carinhos no seu rosto,
beijando seus olhos
e segurando suas delicadas mãos
encolho-me
e fico quietinho.
Aí então,
me puxas para a imensidão
do sono tão esperado.
O poeta por isso mesmo, tem o seu lugar determinado. E ele se movimenta por sortilégio que a própria vida se encarrega de caracterizá-lo. Dir-se-á que ele fez uma opção pela vida do sonho, mas sempre essa afirmativa se coloca acima do tumulto do dia-a-dia, abstraindo-se do peso conjuntural de uma disputa em que não contam os valores da inteligência, mas a malícia e a capacidade de superação na luta.
sábado, 18 de julho de 2009
Insônia
As minhas mãos,
ainda repletas de carinho,
procurando as tuas.
Desejo parado...
Tua lembrança chegando de mansinho
querendo arrancar a minha solidão
e querendo desvendar os mistérios do meu silêncio.
E sorri.
Esperrama o corpo em minha cama.
Os olhos esperando...
e se atira em mim,
me envolve, me prende,
me cativa, me abraça,
me puxa meu corpo distante.
Afundo os olhos na noite.
Permaneces ali...
Me beijas mensamente os olhos.
O coração aperta.
Quero falar.
Não há ninguém para me ouvir.
Fecho os olhos
e beijo o teu corpo
salgado e esc
orregadio.
Abro os olhos.
Não tens o direito
de penetrar assim
na minha noite
e na minha solidão.
Sinto raiva.
Não vais embora.
Depois,
sinto vontade de rir, rir muito
e perdoar a tua intromissão.
E continuas ali,
passando o braço pelo seu ombro,
apertando teu corpo
mordendo tua nuca,
fazendo carinhos no seu rosto,
beijando seus olhos
e segurando suas delicadas mãos
encolho-me
e fico quietinho.
Aí então,
me puxas para a imensidão
do sono tão esperado.
orregadio.
Abro os olhos.
Não tens o direito
de penetrar assim
na minha noite
e na minha solidão.
Sinto raiva.
Não vais embora.
Depois,
sinto vontade de rir, rir muito
e perdoar a tua intromissão.
E continuas ali,
passando o braço pelo seu ombro,
apertando teu corpo
mordendo tua nuca,
fazendo carinhos no seu rosto,
beijando seus olhos
e segurando suas delicadas mãos
encolho-me
e fico quietinho.
Aí então,
me puxas para a imensidão
do sono tão esperado.
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