Ando na noite
te levando comigo,
um tanto mutilado, fechado,
entregue ao espanto
dos antigos amigos,
diante da minha tristeza.
Esrelas
movem-se no meu rosto
de saudades, estampado.
Estrelas dos meus olhos
que não podem ver-te.
Tua presença tão forte,
despovvou todas as ruas,
emudeceu os meus amigos,
tomou conta dos meus passos,
dos meus rumos
e entregou-me languidamente à noite,
inesperadamente só.
Tua presença tão forte,
estremeuceu-me o corpo
e me comtubou-me.
Tua presença
distante,
brutamente triste...
E agora,
parece parada no meu rosto,
a última estrela,
que observa mansa e apagada,
os bêbados que tropeçam em nada,
enretidos com a sua embriaguez.
O sol vem indiferente,
abrindo caminho
para um outro dia
onde não te encontrarei.
Não vejo cor nas cores que vejo
e que tantos aos outros
encantam.
E
de repente fraco
e absurdamente só
ando pela rua...
O poeta por isso mesmo, tem o seu lugar determinado. E ele se movimenta por sortilégio que a própria vida se encarrega de caracterizá-lo. Dir-se-á que ele fez uma opção pela vida do sonho, mas sempre essa afirmativa se coloca acima do tumulto do dia-a-dia, abstraindo-se do peso conjuntural de uma disputa em que não contam os valores da inteligência, mas a malícia e a capacidade de superação na luta.
domingo, 19 de julho de 2009
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Versos suavemente tristes, mas muito profundos. Tá uma "tristezazinha boa" na gente. lindo.
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