domingo, 19 de julho de 2009

A Vagar

Ando na noite te levando comigo, um tanto mutilado, fechado, entregue ao espanto dos antigos amigos, diante da minha tristeza. Esrelas movem-se no meu rosto de saudades, estampado. Estrelas dos meus olhos que não podem ver-te. Tua presença tão forte, despovvou todas as ruas, emudeceu os meus amigos, tomou conta dos meus passos, dos meus rumos e entregou-me languidamente à noite, inesperadamente só. Tua presença tão forte, estremeuceu-me o corpo e me comtubou-me. Tua presença distante, brutamente triste... E agora, parece parada no meu rosto, a última estrela, que observa mansa e apagada, os bêbados que tropeçam em nada, enretidos com a sua embriaguez. O sol vem indiferente, abrindo caminho para um outro dia onde não te encontrarei. Não vejo cor nas cores que vejo e que tantos aos outros encantam. E de repente fraco e absurdamente só ando pela rua...

Um comentário:

  1. Versos suavemente tristes, mas muito profundos. Tá uma "tristezazinha boa" na gente. lindo.

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Como poderia eu daqui dizer 🤔 Que é você, só você que me faz sentir 💭 De que modo posso retornar 🚶‍♂️ Se é você, só você que não me deixa...