sentado no meu canto
com a mão no quixo,
observando triste
a avalanche...
O poeta por isso mesmo, tem o seu lugar determinado. E ele se movimenta por sortilégio que a própria vida se encarrega de caracterizá-lo. Dir-se-á que ele fez uma opção pela vida do sonho, mas sempre essa afirmativa se coloca acima do tumulto do dia-a-dia, abstraindo-se do peso conjuntural de uma disputa em que não contam os valores da inteligência, mas a malícia e a capacidade de superação na luta.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Catastrófe
Eu me dei
sem que pedisses.
Eu te fiz uma "deusa"
e coloquei em tuas mãos
as rédeas da minha vida.
Tornei-me escravo
da androlatria
e do teu antropocentrimo.
Nem percebi
o teu interior
antrófico
e árido...
E, repentenamente
a catástrofe aconteceu.
Uma atitude tua, inesperada,
foi como uma pedra
mal colocada
e desmoranamento.
E eu, como todo infeliz,
fiquei no abandono,
sentado no meu canto
com a mão no quixo,
observando triste
a avalanche...
sentado no meu canto
com a mão no quixo,
observando triste
a avalanche...
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