terça-feira, 28 de julho de 2009

Foda Narrada

Tenho dois sonhos: um é instituir a paz no mundo, fazendo com que, por meu intermédio, os dirigentes de todos os países deem as mãos e comecem a contruir juntos um mundo melhor. O outro é dar uma trepada narrada pelo Galvão Bueno. Do primeiro não faço muita questão, mas este gostario mesmo de fazer. Tenho tudo imaginado. Conquisto uma gata e, previamente, contato o Galvão Bueno para que esteja presente no local onde vai acontecer a trepada. E o resto será história. Galvão Bueno: Senhores telespectadores, muito bem-vindos ao quarto do Pipi para mais uma pirocada valendo pelo Campeonato Nacional da Foda. Hoje, neste magnifico cenário, palcoi de tantas trepadas classícas, a catedral da foda, vamos assistir a um classico: Pipi vesus Uma Gorda Qualquer. Os fodedores dispensam apresentação. Pipi, 27 anos, um metro e oitenta e cinco de altura, dois colhões, uma pica. Está no topo da classificação, é um dos colossos da foda mundial. A Gorda, uma xota mediana na segunda metade da tabela de classificaçã, longe da glória de outros tempos, luta para não cair para a segunda divisão. A cama está bonita, está em condições ideais para a prática da formicação. Lençois lavados, os fodedores se perfilam. lançamento da moeda ao ar. anhou Pipi. É ele quem vai ficar por cima. E começa a foda! Pipi sde dirige à sua adversária e diz: "Gosto de você. Acho que estou apaixonado. Muito bem! Malandro, Pipi. A experiência funcionando. A Gorda oi claramente na conversa e icou com os joelhos tremendo. pipi efetua agora um pressing alto, no último treço da Gorda, mais precisamente nos seios. Não perde tempo estudando o adversário. Ainda ontem Pipi dizia na entrevista coletiva: "Estudar é para bichas, caralho". A Gorda foi apanhada de surpresa e... já está levando do Pipi por trás! Aó está! metendo o ferro na boneca! magnificasacanagem. Pipi, no seu estilo enconfundivel, indo ao cu. Não é uma xoxota. Agora sim, é no cu. E na xota outra vez! xota, cu, cota, cu! Oh! Foda-se bem no quarto do Pipi! Isto,meus senhores, é foda. Pipi já está com indices tecnicos e táticos em patamres bastante elevados. Creio que vai ser muito dificil que esta gorda volte a andar normalmente. pipi tem os automatismos enraizados, são muitos anos odendo no mais alto nivel. Atenção: Pipi está fazendo sinal... e... ai está: é a substituição de costune. sai cacete, entra lingua. Com a mudança tática que isso acarreta: o cacete é a formiguiinha da foda. Um carregador de piano. É, como se diz na giria, o chamado apendice box-to-box, ou em portugês, xota-a-cu. Não tem tanta técnica, mas desgasta a xoxota como ninguem. E a do pipi, em particular, quando bem enfiada, ainda perturbada a ação da epiglote, desconcentrando a adversária. E lá esta a lingua, uma artista. por vezes, incompreendioda. Durante a maior parte dio tempo, parece alheia à contensda. Mas quando se aplica a fundo, é mestra fazendo revirar os olhos da adversária. E ali esta a lingua impondo o seui ritmo. Repare, em camera lenta: a arte a servioço da foda. Uma cunilingua antologica, só ao alcance de linguas pretentinadas. isto é trepada lingual, é bordas lambidas, é clitoris aos saltos. pipi parte para a opunheta de peitos, e terina a contenda com Pipi, já nos descontos do segndo tempo no ângulo superior da boca da Gorda! spetaculo! COMENTÁRIOS Galvão: Vamos falar então com os protagfonistas da foda, os artitas. Gorda, voce perdeu. Isto foi uma surra... Gorda: É verdade. O Pipi entrou muito forte. Depois saiu muito forte. Depois voltou a entrar muito forte, e agora a Gorda tem a xoxotinha cheirando a carne assada. Mas a Gorda quer mostrar que sabe foder, A Gorda sabe quem tem valoer para continuar a dar trepadas nos quartos deste país. A Gorda teve azar, mas a foda é isto mesmo. Galvão: A manutenção esta mais aplicada... Gorda: Vamos ver. A Gorda vai para casa pensar no que fez de errado, mas ainda há muitas fodas para dar. No final fazemos as contas. Galvão: Obrigado, Gorda. Vamos agora falar com o vencedor do derby desta noite. Pipi, mais uma foida, mais uma vitória... Pipi: Galvão, hoje em dia não há fodas fáceis, mas há adversários que deviam se preparar um pouquinho melhor. Estou com a poca podre porque a Gorda se apresentou na cama um corrimento, que pura e simplesmebnte é inadmissível enm alta competição e qe tem de ser erradicado da foda. Isto é uma vergonha, é um dia de luto para a foda brasileira. Galvão: Bom, pipi abandonou a sala da impresa irritado. Mais uma vez quem paga são os jornalistas, que estão fazendo o seu trabalho, mas isto é mais um atrop de indiciplina do Pipi. É um fodedor genial, sim, sehor, mas não pode cair neste tipo de atitude. É inadmissível que Pipi venha para a coletiva falar em corrimentos. Os fodedoresd têm que se preocupar em foder, e não em discutir asuntos que são de foro interno da boceta. São cenas lamentaveis, que não dignificam a foda brasileira. A foda é festa, é alegria, é sacanagem, e nãio tem que acabar assim. Senhores telespectadores, é o que tinhamos para informar daqui. Muito boa noite.

Pospúcio

"Algumas pessoas levam a mal que diga que quem escreve é panasca. Se calhar não me fiz entender. Para mim, toda a gente que escreve é paneleira. Usar o computado para outros fins que não seja procurar pornografia é coisa de rabeta. foda-se. Eu próprio estou a escrever isto e estou a levar nos entrefolhos". - Mário Prata

domingo, 19 de julho de 2009

A Vagar

Ando na noite te levando comigo, um tanto mutilado, fechado, entregue ao espanto dos antigos amigos, diante da minha tristeza. Esrelas movem-se no meu rosto de saudades, estampado. Estrelas dos meus olhos que não podem ver-te. Tua presença tão forte, despovvou todas as ruas, emudeceu os meus amigos, tomou conta dos meus passos, dos meus rumos e entregou-me languidamente à noite, inesperadamente só. Tua presença tão forte, estremeuceu-me o corpo e me comtubou-me. Tua presença distante, brutamente triste... E agora, parece parada no meu rosto, a última estrela, que observa mansa e apagada, os bêbados que tropeçam em nada, enretidos com a sua embriaguez. O sol vem indiferente, abrindo caminho para um outro dia onde não te encontrarei. Não vejo cor nas cores que vejo e que tantos aos outros encantam. E de repente fraco e absurdamente só ando pela rua...

Orgulho

Teus olhos, frios e indiferentes. Os meus, nostágicos. Somos duas almas desencontradas, amigos da mágoa, do tédio e da descrença. Quem nos viu antes e nos vê agora, acha até impossível acreditar em ti, tão diferente. Eu te fiz assim, sério e insensível, e por tua causa sou irremediavelmente um descrente. É triste amar-te ainda e machuca muito ver-te pisar firme o mundo, enquanto vivo ainda perdido em recordações. Olho-te ainda e nem parece que te perdi! Mas só Deus sabe o esforço imenso que fao para não gritar que nunca te esqueci...

Motivos

Acorda depressa, amor, e me abraça forte para que esse meu amor não envelheça. Ah, se não temesses tanto pelos teus impulsos... O teu medo deixa o amor fragmentado. E ninguém repara nas chagas que trazemos. Toma a minha mão e fala de nós. Toma a minha paz enquanto ela esrá existindo. Preciso de coragem... Dá-me esta coragem. Dá-me de volta a minha trôpega sombra que sempre sai a procurar. Estou te dando o meu corpo como te dou os meus poemas. Prepara para nós dois, desejos e sensações sem fim, porque é muito difícil atualmente, amor, ter uma idéia do que é realmente a felicidade.

sábado, 18 de julho de 2009

Sonhos

Sonho que ainda seguimos pela vida de mãos dadas. Sonho que ainda estou dentro de ti. Sonho que ainda sonhamos sonhos arrojados. E vivo assim, mergulhado em sonhos do passado, sem ao menos te guardar rancor. E nem poderia, pois a única arma que possuo é a minha simples e sutil poesia...

Nesta hora

Nesta hora a lembrança viva da minha infância. Um saudoso suspiro sai de minha boca ninando o sonho, para que ele apenas adormeça e não me abandone. Nesta horam inspirações inundam os poetas, crianças dormem, choram, vidas se acabam e dorme o menino pobre, encolhido, sujo e nunca amado, na calçada fria...

Temores

Tens a paciência da espera. nos teus lábios a promessa do amanhã e nos teus braços o roteiro certo para enconrar a paz. Por que tens medo das minhas resposas às tuas indagações? Por que este medo amor, que tanto me inspira carinho e paixão?

Insônia

As minhas mãos, ainda repletas de carinho, procurando as tuas. Desejo parado... Tua lembrança chegando de mansinho querendo arrancar a minha solidão e querendo desvendar os mistérios do meu silêncio. E sorri. Esperrama o corpo em minha cama. Os olhos esperando... e se atira em mim, me envolve, me prende, me cativa, me abraça, me puxa meu corpo distante. Afundo os olhos na noite. Permaneces ali... Me beijas mensamente os olhos. O coração aperta. Quero falar. Não há ninguém para me ouvir. Fecho os olhos e beijo o teu corpo salgado e escorregadio. Abro os olhos. Não tens o direito de penetrar assim na minha noite e na minha solidão. Sinto raiva. Não vais embora. Depois, sinto vontade de rir, rir muito e perdoar a tua intromissão. E continuas ali, passando o braço pelo seu ombro, apertando teu corpo mordendo tua nuca, fazendo carinhos no seu rosto, beijando seus olhos e segurando suas delicadas mãos encolho-me e fico quietinho. Aí então, me puxas para a imensidão do sono tão esperado.

Tirania

Vivi sempre sob a luz clara e linda da manhã. Por que não entendem quando tenho medo e choro no escuro? Vivi sempre como um princípe num castelo de sonhos. Por que não entedem quando as misérias do mundo me entristecem? Vivi sempre como um elfo que se banha num lago azul. Por que não entedem sinto nojo do lodo onde meus pés deslizam? Vivi sempre como uma criança que brinca com seu carrinho. Quando me desespero ao sentir a responsabilidade de um adulto?

Visual

Construí aqui a minha solidão, o meu mundo quieto de silêncios unicamente meus. Aqui, no meu quarto, construí a minha fortaleza, que guarda soluços abafados e aromas sensuais no ar. Aqui, no meu quaro, a minha fortaleza, que presencia a insegurança dos meus passos, os meus gestos mutilados pelas armadilhas da vida...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Sem Brindes

Não há motivos para vestejar, pois ainda tenho um ciúme do que não me pertence e eu apenas invento essa minha absurda posse. Não há motivos para festejar, pois ainda estou sufocando a vontade de ver-te romper a casca dura e escura, quebrar todos os limites e arrebentar a grade. Não há motivos para festejar, que ainda são momentos e eu não vou saber beber com uma felicidade estampada no rosto e uma tristeza amarga escorrendo pela garganta. Não há motivos para festejar porque nossas resistências estão enfraquecidas e trago dentro de mim a insuportável sensação desse amor alheio Nao há motivos para festejar, pois ainda estamos à espea do sinal que nos fará um dia, residentes em nossas próprias vontades. Posso erguer a taça, mas vou gritar que é trapaça essa nossa vida pendurada por um frágil fio!

Que não esqueça

Eu quero abrarçar-te com um abraço forte, como se fôssemos mais fortes que as maldades humanas. Eu espero com uma necessidade sem limites. Quero segurar no meu colo essa cabeça maravilosa de sonhadora e absorver todas as tuas aspirações. Estou te amando, independentemente do que dizes ou do que fazes agora, de mãos estendidas a esperar... Esperando-te e pedindo que não esuqeças que ainda estou a dedicar-te poemas...

Desabafo

Meus versos sem graça e sem alegria arrancados da alma como um lamento, são versos triste e sem poesia frutos da isteza e do sofrimento. Não tenho na alma bons sentimentos, nem alegrias, nem vida, talvez. Meus versos são feitos de tormentos, sou triste e amargurado, como vês... A minha mágoa é algo desesperador, algo parecido co uma doce saudade, algo talvez parecido com o amor. A vida comigo, tem sido rude, pois minha maior mágoa é contra a falsidade de quem está roubando o meu amor...

Recusa

Eu te procuro, te chamo de amigo e te asseguro ue um punhal invisível me fere crelmente. Sinto-me indefeso caça acuada no meio das feras... Eu acuso, Eu recuso a farsa que está contantemente existindo em quem te abraça...

Reciprocidade

Tu me magoas. Aí então, me fecho-me numa concha apenas com a minha intraduzível mágoa. Teus olhos frios ficam entre o teu espanto e a minha dor. Minha imobilidade é muda, surda e morna. Tua boca calada, tem milhões de palavras e milhões de beijos. Tua boca penetra no poço escuro dos meus mais misteriosos desejos. Meus olhos continuam abertos porém, olham apenas para dentro de mim, onde não exite fim, eco ou fundo... Entendes o meu silêncio feito de desencanto. Entendes as palavras que não estou preferindo. Entendes os meus gestos. Olhamo-nos sem palavras... Eu te seguro as mãos com a pretenção de levar-te por caminhos interminavéis. Compreendemos que existe entre nós a única linguagem que o ser humano parece não conhecer...

Imagem

Pretendo ser na tua vida o descanso a luz da manhã o sorriso discreto o repouso a gargalha solta o carinho do pai a pureza do sono de uma criança o abraço de um avô o afago terno e a coragem... Petendo ser tudo isto na tua vida, para que nada te falte, no meio dessa população de loucos, dessa poluição, dessa miséria que preenche diariamente os noticiários. Pretendo ser tudo isto na tua vida, Para que eu tenha a certeza de que sou homem e gente...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Prefácio

No mundo conturbado dos nossos dias, o aparecimento de um poema é um sinal de que nem tudo está vinculado a uma luta de interesses imediatos. Se a vida atual é uma constante luta pela aquisição de bens materiais, há sempre um hiato nessa concorrência, marcado por espíritos que ainda acreditam nos valores da poesia. O poeta por isso mesmo, tem o seu lugar determinado. E ele se movimenta por sortilégio que a própria vida se encarrega de caracterizá-lo. Dir-se-á que ele fez uma opção pela vida do sonho, mas sempre essa afirmativa se coloca acima do tumulto do dia-a-dia, abstraindo-se do peso conjuntural de uma disputa em que não contam os valores da inteligência, mas a malícia e a capacidade de superação na luta pelos bens terrenos. Há uma insistência na afirmação de que o mundo de hoje, por mais estranho que pareça, necessita, cada vez mais, de poesia. E, realmente, somente ela, distingue os valores espirituais da ferocidade dos dramas humanos. É ela que nos faz retorna sempre aos domínios da beleza. Sabe-se que o poeta, colocando-se acima de injunções e contigências do cotidiabo, pode criar um mundo livre das asperezas e da brutalidade eventual. Refuginado-se dentro de si mesmo, o poeta realiza a tarefa superior de procura uma verdade que ele acredita estar condicionada em seus próprios sentimentos. A revelação dos poetas, seja qual for a altura da sua imaginação (poesia), está sempre alimentada de sentimentos puros. Porque somente ele tem o poder de transfigurar as coisas do cotidiano. E nessa transfiguração ele realiza as suas aspirações, transmitindo-nos o seu estado de espirito, a sua posição da vida. Mesmo quando a poesia nos revela um certo sentido identificador das fraquezas humanas, essa revelação não se encarrega de vozes esridentes, mas se enuncia numa linguagem em que as palavras parecem se acomodar dentro de um ritmo de confidência. Esta a rande virtude dos poetas. Sobretudo daqueles que se limitam aos temas dos sentimentos pessoais, da sensibilidade, mesmo quando ferida por desencontros, sem esperança de apasiguamento.

Acumúlos

Acumulamos os dois, tanta coisa! Eu acumulo ousados vôos nunca experimentados. Acumulas sensualidades e desejos. A minha vontadde apenas passeia sempre, querendo conversar com o teu silencio Tantos lados dentro de mim... Em lado me reprime, em revolta. Um, me arruína, outro me traz a razão de existir. E a minha votade esperando... Esperando e velando este amor. Meu futuro tem apenas a duração de uma noite. Só o meu amor é testemunha de ti em mim. E assim dentro dos acúmulos, pagamos o preço da nossa incosciência...

Doce recordação

Abro a porta do meu coração para te dar passagem. Desfaço-me como a poesia a amante distante e amarga, faço-me saudade... E Recordo os teus olhos brilhando antes e depois do amor...

Nossas Esperanças

Que abismos gigantescos nos separam? As esperas não fidam e por todas as nossas ausências eu chorarei sempre. Ainda trago a mesma bagagem de sonhos não realizados. Espero-te as vezes como ruínas de castelos e a tua ausência obriga-me a recolher pedaços de mim, que por momentos não me parecem meus. Ambos esperamos... Não é justo. Não, para nós, que não conhecemos preconceitos e não somos escravos da falsa moral que proclamam e que escondeu tanto tempo de nós um lago transparente entre árvores frondosas. Já não nos basta este peso que não tem medida? Abro a porta do meu quarto e te dou passagem, dispo-me de todos os desejos e o relógio, cúmplice do mundo clinicamente reclama....

Certeza

Espero o teu corpo, não importa se cansado. Saberei despertá-lo... Espero a tua alma, não importa se triste. Saberei fazê-la sem trevas... Espero o teu coração, batendo forte na alegria do nosso reencontro, abrindo-me as portas, deixando o meu amor derramar-se por ora e por dentro de mim... Espero, porque sei que não não espero em vão...

Um Recado

Eu sou aquele que necessita de palavras, porque sempre surge em mim a lembrança do abismo que existe entre nós para condenar-nos. Eu sou aquele que precisa sair fingindo ser feliz e que de tanto fingir, quase acredita nisso. Eu sou auqele que precisa ouvir todas as palavras, mesmo as que se desfazem na tua garganta. Eu sou aquele que necessita de palavras frágeis, porém, nunca falsas...

Incoerência

De onde vem essa solidão que não me decompõe? De onde vem esse esquecimento que se arrasta e parece não chegar mais? Para onde caminha esse amor que de tão ousado já penetrou no impossível? Para onde segue esse sentimento incoerente que já rompeu todas as barreiras do absurdo? Que destino pensa tomar esse inconsciente? Será que esse louco não vê que a vida nos ata mãos e as atitudes mais livres?

E você desistiu...

Havia tantos sonhos para sonhar, tantos planos para colocar em prática... Tudo resumia-se em projetos e anseios. Havia tantas palavras que não dissemos, tantos beijos que não foram dados, tanto amor que não praticamos... Havia tanta coisa que não exploramos e você desistiu....
Havia tantos sonhos para sonhar, tantos planos para colocar em prática... Tudo resumia-se em projetos e anseios. Havia tantas palavras que não dissemos, tantos beijos que não foram dados, tanto amor que não praticamos... Havia tanta coisa que não exploramos e você desistiu.... Você desistiu de escrever uma nova página em sua vida? Então voltei ao inicio e recomece a sua história....

Catastrófe

Eu me dei sem que pedisses. Eu te fiz uma "deusa" e coloquei em tuas mãos as rédeas da minha vida. Tornei-me escravo da androlatria e do teu antropocentrimo. Nem percebi o teu interior antrófico e árido... E, repentenamente a catástrofe aconteceu. Uma atitude tua, inesperada, foi como uma pedra mal colocada e desmoranamento. E eu, como todo infeliz, fiquei no abandono, sentado no meu canto com a mão no quixo, observando triste a avalanche...

Menina Grande!!!!!

Vens cansada? Entra Encontrarás carinhnho e abrigo. Choras? Enxugo o teu pranto e te digo palavras de consolo. Farei tudo para satisfazer a criança inqueta que trazes dentro de ti. Tuas atitudes infantis, me fazem mais adulto e percebo que ao te amar, amadureci por nós dois. Vem, entra. E amanhã quando o sol nos surpreender juntos e adormercidos, ao acordares, podes partir, se quiseres. Eu ficarei sempre aqui a esperar a tua volta. Quem sabe, um dia cresças finalmente e não partas mais?

Ontem Choveu...

Ontem choveu bastante. Senti tanto a tua falta! Senti frio, sinto o vazio, senti saudades imensas.... Ontem Choveu.... Havia água na rua e nos meus olhos. Meu corpo clamou pelo teu corpo e minhas mãos te procuraram inutilmente. Ontem Choveu.... Eu te mandei um recado através da chuva. Não recebeste a mensagem, ao ouvir o tamborilar ritmado na vidraça da tua janela? Sei que não percebeste, pois só eu entendo dessas coisas e apenas eu sei senti-las. Ontem Choveu.... Dormias e eu te amava... Onde estava o sono? Queria o teu ombro.... Meu pensamento tonto voava e círculos ao teu redor. Ontem Choveu... E eu percebi como ainda estás presente, como se não tivesses partido...

Triste Regresso

Fui ao teu encontro correndo, de braços abertos. Minha atenção voltada apenas para os teus sentimentos e desejos. Minhas atitudes sublimes e livres, não conheciam restrições. Agora, teus sentidos estão adormecidos, minhas ilusões, esmagadas. Extinguiu-se o sonho e teus atos estão arrefecidos. Fui ao teu encontro correndo de braços abertos, e agora volto devagar, exausto, tropeçando nas pedras que denomino cada uma de desilusão.

Antes e Depois

Antes, eu falava de ti como se fala das deusas, das fadas, do sol, da lua, e das estrelas. Falava com orgulho, com ternura e com imensa saudade. Agora, eu falo ainda de ti. Falo, como se falasse do custo de vida, da inflação, da guerra, da poluição e de tantas outras coisas que os outros falam. É que de tanto falar de ti com orgulho, com ternura e saudade, fostes aos poucos sendo a corriqueira....

Como poderia eu daqui dizer 🤔 Que é você, só você que me faz sentir 💭 De que modo posso retornar 🚶‍♂️ Se é você, só você que não me deixa...