Ainda que as “palavras não amem ninguém”, ainda que os versos não substituam os abraços; e as prosas não ocultem o desejo pelos beijos; e os contos a excitação pelo sexo; e ainda que todo o florilégio não faça as lágrimas ausentarem-se, procura-se um amor que escreva.
Se o amor é eterno? Disso eu não sei. Eu, realmente, não sei dizer. Eu já amei e o amor acabou – Amor acaba sim, oras!
Procura-se um amor que exista pra sempre, e isso não é um pleonasmo em relação à eternidade: um amor em verso, prosa, poesia e soneto.
Se por acaso o amor acabe, a morte nos leve de nós sobrarão nossas palavras ditas, escritas, sussurradas, suscitadas, sonetadas, conectadas, versejadas e versadas. Sobrará nosso neologismo. Nosso nó. Sobrará nossa poesia.









