Dessa vida eu não quero levar nada. Dou a mão para morte e sigo meu caminho rumo ao desconhecido que tanto conheço. Sou uma passagem, não passo disso. Minha fragilidade um dia terminara e os meus lamentos escorregarão por minhas mãos calejadas. Sou um instante ligeiro, pisco os olhos e já não me vejo. E ao mesmo tempo, encontro o mundo em meu coração, esse pobre mendigo cansado. Nos dias cinzentos navego nas neblinas como se fossem oceanos cercados de tubarões… Tempestade não me assusta, mar agitado não me detém. Sou o que sou… Não o que querem que eu seja! Não faço parte desse conjunto de alienação e não temo o diferente. Ser original é o que me torna mais forte, mais limpo. E viver nesse planeta de loucos sem se tornar sombra de alguém é um ato corajoso. E dessa coragem possuo e muito. Estou vivo ou morto? Acordado ou dormindo? Nem eu mesmo sei.
O poeta por isso mesmo, tem o seu lugar determinado. E ele se movimenta por sortilégio que a própria vida se encarrega de caracterizá-lo. Dir-se-á que ele fez uma opção pela vida do sonho, mas sempre essa afirmativa se coloca acima do tumulto do dia-a-dia, abstraindo-se do peso conjuntural de uma disputa em que não contam os valores da inteligência, mas a malícia e a capacidade de superação na luta.
quinta-feira, 28 de março de 2013
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