segunda-feira, 14 de setembro de 2020

ILHA PLATÔNICA

Quando me aproximo de você é como se seus olhos desenhassem em volta paisagens apaziguantes que se iniciam nas margens, no Atlântico, findando na linha aparentemente tênue do horizonte que desperta mil teorias malucas. Sendo redonda ou não, a Terra fica cada vez mais desolada ao me entranhar em seu rosto que retlete a luz alaranjada do pôr-do-sol. É então que a margem onde estaria a praia se transforma radicalmente em uma ilha onírica de pensamentos totalmente ilusórios, alguns sem coesão até pra mim, outros nem tanto. É quando eu já desisti do quão você poderia ser real pra mim, enquanto a sede de ti só aumenta, e agora tornou-se a única coisa concreta. Eu busco algo pra beber mas só me resta a água do mar de onde meus pensamentos me trouxeram. Uma sequência de ondas salgadas e inúteis e que, sem opção, acabam por me matar.

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