A perpétua prisão comove
o coração delinquente
E quente do sangue,
De ódio,
Da lástima,
Do ódio sem remédio.
E agita o ser encarcerado
para dentro de si.
O mundo lá fora se mexe,
Remexe e pedde
LIBERDADE.
E entre os dentes surge
O movimento aberto
Da fala, do grito
E uma voz escuta.
PAZ.
No céu das frias nuvens,
Das pedras preciosas
E da flor majestosa
Encantadora ave sobrevoa
Onde barcos cruzam
Rotas, Vidas, Alma.
E no voo lento do albatroz
Desenha-se no ar,
Dos pós e poeiras,
O arco-íris nascente da montanha
Que cobre as trevas e de onde...
Surge o AMOR...
O amor das profundezas,
Escuras estradas e
Túneis canalizados do coração delinquente
E gente que sente
A dor das grades frias,
Soterrada pelas esperanças iludindo,
Esperando a chegada hora
De VIVER.
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