Quero um silêncio que me escute o sofrer, que me console calado, que me convide a viver, quero um silêncio amigo e bem sofrido também... Quero um silêncio poético e que me leve ao além. Precisa ter da tardinha um friozinho gostoso e das montanhas serenas, todo o porte majestoso; da noite, ter as estrelas; da aurora a poesia; do arrebol todo encanto e do dia a alegria. Este silêncio que eu quero e no momento preciso tem que trazer a ternura que só há no paraiso mas, se lá não existir mais nem precisa duvidar: É que a ternura mudou-se, todinha, pra o teu olhar. Preciso juntar ao silêncio que te procuro, a beleza de uma rosa, a brancura do luar, o verdor de uma folhinha que acabou de despertar, o silêncio profundo das violetas singelas. O sorriso inocentes de crianças tagarelas, e o silêncio das rochas que firmes ficam a escutar a conversa das conchinhas, todo o queixume do mar... De posse deste silêncio, vou passar a sentir calma e apagar as tristezas que há dentro de minha alma... Vou escrever na areia, tudo que me mágoa for e na pedra dura e firme escreverei o que amo.
O poeta por isso mesmo, tem o seu lugar determinado. E ele se movimenta por sortilégio que a própria vida se encarrega de caracterizá-lo. Dir-se-á que ele fez uma opção pela vida do sonho, mas sempre essa afirmativa se coloca acima do tumulto do dia-a-dia, abstraindo-se do peso conjuntural de uma disputa em que não contam os valores da inteligência, mas a malícia e a capacidade de superação na luta.
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