Sem valor.
O dia só existe na manhã,
Com o canto do galo,
Com a digital na empresa,
Com minha entrada.
Ali sim, passo dia,
Junto com os outros, que,
Junto de mim,
Passam a parte do dia.
para eles, o dia é maior,
não acaba com um ponteiro caído,
Com a digital do almoço na empresa,
Com a saída da gente.
O dia para eles rende muito mais,
Mais que uma simples parte do dia.
Tem mais valor o que começa depois,
Depois do estridente do sino,
Que soou sua última vez naquele dia.
Mas o valor que dou não é esse.
O dia acaba ali,
Na calçada que pus os pés pela última vez
Naquele dia.
O que faço depois não faz parte do dia,
O dia é tudo que faço,
Com prazer, com vontade, com euforia.
Passo a terça, a quinta-feira assim
Na melancolia de ver o dia se acabando...
Se definhando...
Querendo disputar uma corrida
Com alguém que conta o tempo dos dias,
Dos meses..., dos anos...
As segundas, as quartas e sextas
São dias interrompidos,
Entre o canto do galo e
O ponteiro caído.
E fica mais parte do dia para ser preenchida
Não sei bem... se por progresso,
Nesses dias interrompidos,
o contador do tempo gira com rapidez
Seus ponteiros tontos de tanto girar.
E as horas voam... voam...
Foi-se a primeira parte do meu dia
Descanso.
Não vivo o intervalo desse dia
E de novo o ponteiro cai,
Com um outro do seu lado.
Está na hora de viver a segunda parte do meu dia
Chega
Está novamente na hora.
Só que desta vez findou-se meu dia
Ah!... Sábados e domingos
Amo-os. Amo também você
Você, Senhor, que me da todos os dias.
Mas esses eu reservo-os,
Para amar, curtir, abraçar e compartilhar.
Não deixo passar nem um minuto,
Aproveito tudo.
Tudo que passo, desde o despertar do galo
Ao último beijo dado.
Mas mesmo o tempo voou,
E quanto mais gostoso for o dia.
Mas rápido se definhará.
Até amanhã.
Até outro dia, Senhor.
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