O fogo-fátuo... vertigem da paixão
Tal incontrolável... crua insanidade
Te consome como lava de um vulcão
Dominando teu desejo, tua vontade.
Os sentidos se embaralham, se misturam.
A boca se resseca, o peito arde...
O rosto se enrudesce, as faces rubram!
A veia, de uma febre, se invade.
O gosto da comida se te foge
A música que acalenta é qual castigo
É como estar sozinho quando chove
E mendigar um amparo, um ombro, um abrigo.
É quando a querença se transforma
Num desejo patológico e egoísta
Num querer por só quere de incerta forma
Que até um simples gesto deixa pista.
Se o objeto desejado então te falta
Te comprime, te esfacela o coração...
E não há droga na alquimia ou medicina
Que te cure da doença da paixão.
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