Tu eras como um barquinho
Frágil,
Mimoso,
Delicado,
Cujas velas eu soprava
Para singrares os mares da vida...
Meu sopro de amor,
De ternura,
De carinho,
Te impulsionava em teu caminho
E quando abalroada no percuso,
Pelos imprevistos de viagem,
Tu reagias,
Lutavas
E vencias.
Meu sopro se redobrava
E tu em tua rota, proseguias
Um dia, subitamente,
O Supremo Timoneiro
Arrebatou-me o barquinho,
Levando-o para outros mares,
Para os mares da Eternidade...
Foi então
Que, em lágeimas, percebi
Que enquanto as velas eu soprava,
Não era eu que te impulsionava,
Mas eras tu,
Com o teu amor,
Que me carregavas...
Agora,
Perdido, desnorteado,
Neste mar tumultuado,
Vivo triste,
À deriva.
In Memória de meu Querido Avô: Renato Cassiano da Silva - "Ô MEU AVÔ", era assim como meu irmão e eu o chamava...
ResponderExcluirS A U D A D E S ! ! !