quinta-feira, 1 de novembro de 2012

MEU BARQUINHO

Tu eras como um barquinho
Frágil,
Mimoso,
Delicado,
Cujas velas eu soprava
Para singrares os mares da vida...

Meu sopro de amor,
De ternura,
De carinho,
Te impulsionava em teu caminho

E quando abalroada no percuso,
Pelos imprevistos de viagem,
Tu reagias,
Lutavas
E vencias.
Meu sopro se redobrava
E tu em tua rota, proseguias

Um dia, subitamente,
O Supremo Timoneiro
Arrebatou-me o barquinho,
Levando-o para outros mares,
Para os mares da Eternidade...

Foi então
Que, em lágeimas, percebi
Que enquanto as velas eu soprava,
Não era eu que te impulsionava,
Mas eras tu,
Com o teu amor,
Que me carregavas...

Agora,
Perdido, desnorteado,
Neste mar tumultuado,
Vivo triste,
À deriva.

Um comentário:

  1. In Memória de meu Querido Avô: Renato Cassiano da Silva - "Ô MEU AVÔ", era assim como meu irmão e eu o chamava...

    S A U D A D E S ! ! !

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Como poderia eu daqui dizer 🤔 Que é você, só você que me faz sentir 💭 De que modo posso retornar 🚶‍♂️ Se é você, só você que não me deixa...