segunda-feira, 11 de novembro de 2013

COMEÇOS E INCERTEZAS

Não tenho certeza sobre como devo começar esse texto. Há tempos não escrevo nada, e sinto que de algum modo esqueci como se faz isso. O ponto em questão é que eu acabei de sair do carro, e ouvi uma música inteirinha que tocou na rádio. A nossa. Eu sequer pensei em mudar a estação, porque não me dói mais. Percebi, assim como quem não quer nada, que passei pela sua rua e nem lembrei que era ali que você morava. Acho que de alguma forma eu superei a gente e nem precisei mudar de cidade nem nada disso. Não precisei queimar suas fotos ou mudar os móveis do meu apartamento de lugar. Não precisei sair de mim, entende? Porque quando você entrou na minha vida o tapete da sala já estava lá e o sofá sempre esteve perto da janela. Eu voltei a ser quem eu era antes de nós dois acontecermos e mudei sim, mas em pouquíssimos aspectos. Hoje, incrivelmente, eu consigo confiar em uma ou duas pessoas. Já não me privo do mundo ou das coisas que ele tem a me oferecer, porque aprendi (ainda que relutante) que ninguém deve sofrer pelas ações de uma outra pessoa. Percebi que enquanto eu sofria, só quem perdia era eu. O tempo, pobre coitado, não teve nada a ver com isso. Ele passou, juro, muitíssimo devagar e dolorosamente, mas a única culpada por eu não ter definhado foi eu mesma. Eu decidi que os pijamas velhos não ficavam bem em mim, assim como as gordurinhas extras que os potes de sorvete iriam me dar. O que quero dizer é simples: eu tomei responsabilidade por mim mesma e estou com o peito aberto pronta para viver novas experiências, sendo elas boas ou ruins. Acho que tudo bem terminar esse texto por aqui, não é? A gente se esbarra por aí.

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