Eu não te amo porque me convém. Não te amo porque não tens defeitos ou por falta de opção. Não é pelo que parece, e sim pelo que mal se percebe. Não é pelas certezas, e sim pelo espaço em branco deixado por elas. Não é pelo calor da hora nem por ser a hora certa. Não é por mim ou pelo passado. Mas tudo isso, mesmo listado em textos ou sussurrado no teu ouvido são coisas que você teima em não entender… E não posso te culpar: eu te amo pelas tuas inseguranças de mim. Eu te amo pelas partes tuas que não enxergas, mas que eu não canso de decorar. Eu te amo pelas falas que pensas e deixas calar, pelo teu medo bobo de cachorros e teu jeito quieto de pensar “coisas bobas”. Pelos defeitos e pelos acertos. Pela parte do avesso, a escondida, a renegada. Pelos teus lados mil. E eu te amo, sobretudo, pelo teu medo de eu não te amar.
O poeta por isso mesmo, tem o seu lugar determinado. E ele se movimenta por sortilégio que a própria vida se encarrega de caracterizá-lo. Dir-se-á que ele fez uma opção pela vida do sonho, mas sempre essa afirmativa se coloca acima do tumulto do dia-a-dia, abstraindo-se do peso conjuntural de uma disputa em que não contam os valores da inteligência, mas a malícia e a capacidade de superação na luta.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
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