segunda-feira, 11 de novembro de 2013

TEM QUE SER VOCÊ

Eu não te amo porque me convém. Não te amo porque não tens defeitos ou por falta de opção. Não é pelo que parece, e sim pelo que mal se percebe. Não é pelas certezas, e sim pelo espaço em branco deixado por elas. Não é pelo calor da hora nem por ser a hora certa. Não é por mim ou pelo passado. Mas tudo isso, mesmo listado em textos ou sussurrado no teu ouvido são coisas que você teima em não entender… E não posso te culpar: eu te amo pelas tuas inseguranças de mim. Eu te amo pelas partes tuas que não enxergas, mas que eu não canso de decorar. Eu te amo pelas falas que pensas e deixas calar, pelo teu medo bobo de cachorros e teu jeito quieto de pensar “coisas bobas”. Pelos defeitos e pelos acertos. Pela parte do avesso, a escondida, a renegada. Pelos teus lados mil. E eu te amo, sobretudo, pelo teu medo de eu não te amar.

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