Amar é mandar, achar que manda, obedecer, fingir que obedece. Amar é perguntar “tá dormindo?”, é descer do ônibus com o outro à espera, é cantar “um beijo seu e eu vou só pensar em você”, é morder queixo, orelha, cotovelo, panturrilha, lábio. Amar é comer uma coisa diferente e lembrar o outro, é ficar de mal, é arrumar tempo pra pensar no outro na correria do dia.
O poeta por isso mesmo, tem o seu lugar determinado. E ele se movimenta por sortilégio que a própria vida se encarrega de caracterizá-lo. Dir-se-á que ele fez uma opção pela vida do sonho, mas sempre essa afirmativa se coloca acima do tumulto do dia-a-dia, abstraindo-se do peso conjuntural de uma disputa em que não contam os valores da inteligência, mas a malícia e a capacidade de superação na luta.
terça-feira, 16 de julho de 2019
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Como poderia eu daqui dizer 🤔 Que é você, só você que me faz sentir 💭 De que modo posso retornar 🚶♂️ Se é você, só você que não me deixa...
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Se eu pudesse voltar no tempo Se eu pudesse mudar meu jeito Se eu pudesse voltar com você Não pensava em mais ninguém. Se eu tive mais ...
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É aquela vontade danada de andar de mãos dadas durante o dia e de pés dados durante a noite.
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