Te guardo em mim como uma canção que ouço todos os dias e me apaixono mais ainda pela vida. Te preservo em mim como uma oração que leio bem baixinho para o meu coração todas as noites antes de dormir. Não te escondo mais, você vem acontecendo sempre em meus poemas de amor, onde cada vírgula te quer tão bem e cada sílaba te abraça e te cuida. Cada verso meu te beija a boca e arranca suas roupas com a delicadeza e a pressa de quem procura a alma. Te amo em mim, assim sem temer as consequências, te amo em mim, te deixo crescer livre por aqui com a decisão de ficar ou ir. Te amo em mim, te deixo correr sobre meu ser, invadir, fazer morada. Vem que sou seu, sou casa.
O poeta por isso mesmo, tem o seu lugar determinado. E ele se movimenta por sortilégio que a própria vida se encarrega de caracterizá-lo. Dir-se-á que ele fez uma opção pela vida do sonho, mas sempre essa afirmativa se coloca acima do tumulto do dia-a-dia, abstraindo-se do peso conjuntural de uma disputa em que não contam os valores da inteligência, mas a malícia e a capacidade de superação na luta.
segunda-feira, 29 de julho de 2019
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