terça-feira, 9 de junho de 2020

Por que você é tão cruel com si mesmo? Por que tanta rigidez? Por que você cobra tanto de si? Porque você não consegue olhar pra você da mesma maneira que olha para os outros? Foi o que me perguntaram hoje. E eu sinceramente não soube responder. Mas, por quê? Por que eu consigo ser tão paciente com os outros, por que consigo ver qualidades em todo mundo menos em mim? Qual o problema comigo? Por que é tão simples e fácil amar qualquer pessoa que não seja eu? Porque eu vejo um futuro tão lindo pra todas as pessoas com quem esbarro por aí e quando olho para o meu, eu só consigo ver destroços?

Eu sou meu próprio estrago, meu bem. Eu sou essa tempestade toda que vem e inunda tudo. Que derruba a própria cidade e brisa fresca para as cidades do lado. Eu sou esse poema cheio de erros e que ninguém para pra ler. Eu até entendo. Eu sou cheio de códigos para se decifrar, eu sou esse trauma de carne e osso que anda por aí sem saber ao certo onde vai parar. Você entende? Eu não caibo em lugar algum. A minha alma se sente atrasada, é como se meu corpo corresse em slow motion, é assustador nunca conseguir alcançar a linha de chegada. O problema é que eu sei o caminho, eu sei. Mas apesar de me jogar sempre para frente, parece que mesmo que minha mente vá, o meu corpo não se move. E eu sou tão visionário. Quando foi que me tornei uma pessoa tão melancólica e ainda mais um ambulante? 

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