sábado, 6 de junho de 2020

Teu corpo me levou até as nuvens, mas a falta de tua alma logo cortou minhas asas e eu caí num chão sujo e com efeito magnético que me prendia a ele. Eu não tinha a mínima força para me levantar, e, aos poucos, fui me sentindo parte daquilo, aceitando meu estado, pois não havia esperança de melhora. Hoje vejo o quão cruel foi tudo isso; a cegueira de uma paixão aguda que te faz não enxergar o mais importante: o amor próprio, o autocuidado. Foi difícil quando finalmente pude perceber o mal de toda aquela situação, pois nunca imaginei que algo tão bom me traria consequências tão ruins. Você era um anjo, mas Lúcifer também, e, embora eu não seja tão religioso, não há metáfora melhor do que essa. Como algo tão bom se torna algo tão ruim? Como as desilusões acontecem? As minhas dúvidas me consomem toda vez que penso em você. É difícil, porque ainda penso muito em você. Mas hoje, tento focar no objetivo de me reerguer pra voltar a me sentir bem; eu quero estar de volta nas nuvens. Só não quero que essa sensação seja causada por outro alguém novamente. Sei que não teria força para encarar toda essa luta numa segunda vez.

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