Mas não passa.
Ao distanciar-me, perco a noção de realidade, mergulho em uma névoa de distrações e busco fingir que não sou eu. Fazer de conta que não sinto minha própria carne, que minha ansiedade sufocante não existe, que não tenho problemas. Enquanto afogo-me na cegueira, entorpeço-me ao ponto de nem comer ou tomar banho e lentamente desejar deixar esse mundo.
É uma péssima estratégia.
Essa de não encarar a realidade, não conseguir bater de frente com meus próprios medos e pensamentos insanos. É preciso sentir, nem que seja a dor. É preciso estar presente e sentir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário