quarta-feira, 3 de junho de 2020

Quão amargurados têm sido os meus dias! Apático, vejo a vida passar. Não consigo nem mesmo sair do lugar. A dor me paralisa. Me estarrece. O peito sangra. O rosto empalidece. Os olhos já não brilham mais. Apaga-se a vida.

Seria a minha ferida daquelas que sara nunca, Drummond? 

Às vezes sara amanhã, ele responde. E tudo o que eu mais queria era acreditar nas suas palavras. Acreditar que ainda consigo enxergar muitas outras coisas além da dor. Coisas que eu jamais ousaria compreender. 

E, só mais uma vez, eu queria acreditar. 

Por favor, me faz acreditar.

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