sexta-feira, 5 de junho de 2020

SOMOS SUBSTITUIÇÃO?

Amizade vai muito além de palavras bonitas ou chamar de “amigo”, é apoiar, é aconselhar, é cuidar, é dar atenção, é ouvir a pessoa. Mas não é apontar o dedo, não é fazer a pessoa se sentir mal, não é despejar toxinas, muito menos transformá-lo em um monstro por julgamentos falhos e alheios, nem por atitudes tomadas e nem por disse me disse e picuinha. Eu sempre cuidei de todos os meus amigos, dei o meu melhor a eles e lutei por eles, mesmo quando não tinha forças. Mas muitos me viraram as costas, me julgaram, me deixaram triste e sem chão, me humilharam, me difamaram e jogaram grandes pedras que danificaram a minha estrutura. E eu tive que ir para longe deles ou acabaria me quebrando por inteiro, acabaria ficando em destroços por confiar demais, logo eu que sempre fui lar permanente. Muitos se esconderam atrás de uma pele de cordeiro para manipular os outros, para criar guerra desnecessária quando não havia motivo e para atrair pessoas usando palavras doces e melancólicas. Colocaram um alvo nas minhas costas e continuaram jogando as pedras o tempo inteiro e eu nem tive como me defender, porque não tive voz em momento algum e gastei todas as minhas forças tentanto ajudá-los antes de ser apunhalado pelas costas. As pessoas tratam as amizades como objetos substituíveis, que quando não estão bons ou funcionam de maneira diferente do que esperavam, trocam, jogam fora, se livram e gritam: próximo. Mas esquecem que o outro que é descartado é um ser humano, quem tem sentimentos, que se importa, que chora, que sente dor e que sangra. Então me diga ai, Augusto Cury, você acha mesmo que as pessoas são insubstituíveis? Porque eu não. Já fui substituído milhões de vezes.

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